Príncipe Andrew abre mão dos títulos reais e do uso público do nome “Duque de York” após nova pressão da Coroa

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O príncipe Andrew, filho da falecida Rainha Elizabeth II e irmão do atual rei Charles III, voltou a ser alvo de mudanças significativas dentro da monarquia britânica. Depois de anos afastado da vida pública por conta das acusações ligadas ao caso Jeffrey Epstein, Andrew agora abriu mão oficialmente do uso público de todos os seus títulos reais, incluindo o de Duque de York, que detinha desde 1986.

A decisão foi anunciada em 17 de outubro de 2025, após uma reunião entre o príncipe e o rei. Fontes próximas ao Palácio de Buckingham afirmam que a medida foi resultado de um “entendimento mútuo” para preservar a imagem da instituição. Andrew continuará sendo príncipe por direito de nascimento, mas não usará mais seus títulos em compromissos públicos, eventos oficiais ou documentos formais.

Desde 2022, quando a rainha retirou dele todas as patronagens reais e cargos militares honorários, Andrew já não representava mais a família real em nenhum ato oficial. A decisão recente aprofunda esse distanciamento e o deixa praticamente fora da esfera institucional da monarquia.

Apesar disso, o título de Duque de York não foi legalmente revogado. Para que isso aconteça, seria necessário um ato do Parlamento britânico, algo raro e politicamente sensível. Por enquanto, ele apenas se comprometeu a não utilizá-lo. A Coroa optou por uma solução simbólica, evitando um processo formal que poderia reacender o debate sobre os privilégios da nobreza e o papel da família real diante de escândalos.

A popularidade de Andrew no Reino Unido despencou desde as revelações sobre sua amizade com Epstein e o acordo judicial com Virginia Giuffre. Pesquisas recentes indicam que mais de 70% dos britânicos apoiam a remoção definitiva de seus títulos, e o Palácio vem tentando equilibrar a pressão pública com a manutenção da estabilidade institucional da monarquia.

Atualmente, Andrew vive em Royal Lodge, residência nos arredores do Castelo de Windsor, sem compromissos oficiais e fora da agenda real. O rei Charles, segundo fontes do The Guardian e da AP News, deseja “encerrar de vez o capítulo” e permitir que o irmão leve uma vida privada, longe dos holofotes e da estrutura formal da realeza.

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