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Lula cita apoio de Flávio Bolsonaro e do PL ao fim da escala 6x1 antes de votação no Senado

Flávio Bolsonaro anunciou voto favorável, embora tenha apresentado ressalvas sobre os impactos da proposta.

Redação · Repórter

Publicado em ·4 min de leitura

Lula cita apoio de Flávio Bolsonaro e do PL ao fim da escala 6x1 antes de votação no Senado

Flávio Bolsonaro anunciou voto favorável, embora tenha apresentado ressalvas sobre os impactos da proposta.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta terça-feira (13) a movimentação de integrantes do PL em torno da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

O tema ganhou espaço no segundo turno da eleição presidencial depois que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que votará a favor da PEC no Senado. Segundo ele, a decisão acompanha o posicionamento de parte expressiva dos trabalhadores, embora o candidato tenha feito ressalvas sobre os efeitos econômicos da mudança.

Lula afirmou que o movimento representa uma mudança de posição estimulada pela pressão popular e pelas manifestações realizadas em defesa da redução da jornada. Ao comentar o assunto, o presidente relacionou o apoio à proposta a uma mudança no comportamento político de setores da direita.

Flávio Bolsonaro anuncia voto favorável

Flávio Bolsonaro declarou nesta terça-feira que votará favoravelmente ao texto.

Apesar do apoio, afirmou ter divergências com a proposta e levantou questionamentos sobre quem assumirá os custos decorrentes da mudança na jornada de trabalho.

Segundo a apuração publicada pela CNN Brasil, senadores do PL avaliam que a PEC possui apoio suficiente para avançar no Senado e discutem a possibilidade de liberar a bancada, permitindo que cada parlamentar vote individualmente.

A posição do partido é especialmente relevante porque o debate ocorre no meio da campanha presidencial e envolve uma proposta com impacto direto sobre trabalhadores e empresas.

Lula atribui mudança à pressão da sociedade

Ao comentar a possível adesão do PL, Lula afirmou que as manifestações populares ajudaram a ampliar o apoio à proposta.

O presidente disse que, depois da pressão social em torno do tema, setores que anteriormente apresentavam resistência passaram a considerar a aprovação da mudança.

A declaração ocorre em um momento em que a jornada de trabalho se tornou um dos principais temas sociais discutidos durante o segundo turno.

O debate ultrapassou a divisão tradicional entre governo e oposição, já que parlamentares de diferentes partidos passaram a sinalizar apoio à mudança.

PEC será votada no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para esta quarta-feira, 14 de outubro, a votação em primeiro turno da proposta no plenário.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois turnos.

No Senado, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação.

A proposta já passou pelas sessões de discussão previstas antes da primeira votação.

Governo tenta acelerar segundo turno

Integrantes da base governista trabalham para permitir que os dois turnos sejam realizados em um intervalo menor.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) busca apoio para a apresentação de um calendário especial que poderia acelerar a tramitação da PEC.

Caso o rito normal seja seguido integralmente, a votação definitiva poderá ocorrer somente depois do segundo turno da eleição presidencial.

Esse calendário adiciona um componente político importante à votação, já que o tema passou a fazer parte diretamente da disputa eleitoral.

O que significa o fim da escala 6x1

A escala 6x1 permite que o trabalhador cumpra seis dias de trabalho para um dia de descanso, respeitados os limites constitucionais e trabalhistas de jornada.

A discussão no Congresso busca modificar as regras atuais e reduzir a jornada semanal.

O debate envolve interesses distintos.

Representantes dos trabalhadores defendem maior tempo de descanso e qualidade de vida. Já setores empresariais discutem possíveis impactos sobre custos, produtividade, contratação de funcionários e organização das escalas.

Esses efeitos dependerão do texto final aprovado e de como uma eventual mudança será regulamentada.

Apoio atravessa campos políticos

A adesão de Flávio Bolsonaro ao texto chama atenção justamente porque o tema vinha sendo fortemente associado ao governo e a partidos de esquerda.

Com senadores do PL sinalizando apoio, a discussão passa a envolver parlamentares de diferentes posições políticas.

Isso não significa que exista consenso sobre todos os pontos da proposta.

Flávio Bolsonaro deixou claro que mantém divergências sobre a implementação e os custos, mesmo anunciando voto favorável.

Lula, por sua vez, passou a utilizar a mudança de postura como argumento de que a mobilização social ampliou o apoio político à proposta.

Próximo passo será definido no plenário

A votação desta quarta-feira será decisiva para determinar se a PEC continuará avançando no Senado.

Se alcançar pelo menos 49 votos em primeiro turno, o texto ainda precisará passar por uma segunda votação com o mesmo número mínimo de votos.

Somente depois da conclusão de todas as etapas constitucionais será possível saber exatamente quando e de que forma as novas regras poderão entrar em vigor.

Até lá, o fim da escala 6x1 permanece simultaneamente como uma pauta trabalhista, econômica e eleitoral.

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