Em um momento marcante para a liberdade de imprensa e para o protagonismo feminino no Brasil, a jornalista e empresária amazonense Cileide Moussallem protagonizou dois episódios que simbolizam resistência, representatividade e compromisso com a verdade. Nos últimos dias, ela emocionou ao discursar na Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante uma sessão solene em homenagem a blogs e portais independentes, e também brilhou na Câmara dos Deputados, em Brasília, no lançamento do livro “Virando Páginas”, uma obra coletiva da Virada Feminina que celebra a força e a transformação através das histórias de mulheres inspiradoras.
Na tribuna da CMM, diante de um plenário lotado e atento, Cileide Moussallem não se conteve ao relembrar os desafios enfrentados por quem ousa informar com coragem, sem se curvar a pressões ou ameaças. Com a voz firme, declarou: “Não seremos calados!”, ecoando o sentimento de muitos jornalistas e comunicadores que vivem sob constante risco apenas por exercerem seu direito — e dever — de informar. A emoção tomou conta do ambiente quando ela compartilhou suas vivências, que incluem processos judiciais, tentativas de silenciamento e ameaças reais contra sua vida. Seu discurso foi mais que um desabafo: foi um grito de resistência e um manifesto em defesa da imprensa livre, especialmente em um contexto onde a mídia independente, em especial a regional, desempenha papel crucial na fiscalização do poder e no acesso à informação da população.
Poucos dias antes, Cileide Moussallem se destacou, em Brasília, ao participar do lançamento do livro “Virando Páginas”, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A obra, organizada pela Virada Feminina — movimento do qual ela é presidente no Amazonas — reúne relatos de mulheres que, com coragem, superaram barreiras sociais, emocionais e políticas para construir novas narrativas. Cileide é uma dessas vozes que, ao virar suas próprias páginas de luta, inspira outras a fazerem o mesmo. Em um evento repleto de simbolismo e representatividade, ela reafirmou seu compromisso com a transformação social por meio da comunicação e do empoderamento feminino.
Ambos os eventos, embora distintos em contexto, se conectam por uma mesma essência: a força de uma mulher que não apenas denuncia as tentativas de silenciamento, mas que também se recusa a ser invisível. Cileide Moussallem representa não só a resistência da imprensa livre, mas também a potência das mulheres que, mesmo diante de adversidades, escolhem levantar a voz, ocupar espaços e transformar realidades.
Sua trajetória é marcada por coragem, dedicação e impacto. Em Manaus, ela é a responsável por transformar a CM7 Brasil em um dos portais mais relevantes da região, enfrentando com bravura os desafios de se manter independente. Em Brasília, é reconhecida como uma voz nacional na luta por igualdade e justiça. Seja nas páginas da notícia ou nas páginas de um livro, Cileide segue escrevendo sua história com tinta de luta, emoção e dignidade.
Seu nome se inscreve entre aqueles que não se calam diante da injustiça e que usam a palavra como instrumento de mudança. Sua presença nas tribunas e entre as páginas reflete o Brasil que resiste, que sonha, que informa e que transforma.
