Em um cenário dramático, a jovem brasileira Juliana Marins, 26 anos, está retida há mais de três dias em um ponto inóspito do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia, após uma queda de aproximadamente 500 metros dentro da cratera do vulcão. A informação foi confirmada por vídeos captados por drones, que detectaram Juliana imóvel em uma saliência rochosa — ainda que viva — aguardando a conclusão das operações de resgate.
O acidente
No último sábado (21), por volta das 6h30, Juliana, publicitária de Niterói, participava de uma trilha com cinco outras pessoas e um guia local. Cansada, ela solicitou uma pausa, mas segundo a irmã, Marianna Marins, o guia prosseguiu sem ela. Ao retornar, percebeu que Juliana havia deslizado por um penhasco e caído dentro da cratera de Rinjani.
A princípio, drones localizados mostraram que a brasileira estava consciente, embora imóvel. A equipe de resgate relatou ter ouvido gritos vindos do local da queda, indicando que ela estava viva nas horas iniciais. Condições adversas, como neblinas densas e mudanças meteorológicas constantes, impediram o uso de helicópteros e forçaram as equipes a recuarem diversas vezes por questões de segurança.
Na terça‑feira, cerca de 50 resgatistas — entre bombeiros, guias especializados e socorristas — foram mobilizados, com drones térmicos monitorando o local enquanto equipes de resgate usavam cordas para facilitar a descida.
A irmã de Juliana publicou um desabafo em rede social: “Em um dia avançaram apenas 250 m; faltavam 350 m, e recuaram. Precisamos de ajuda!”. Em resposta, dois guias experientes com equipamentos técnicos avançados foram enviados ao local para auxiliar os trabalhos.
O Itamaraty, por meio da embaixada do Brasil em Jacarta, dialoga com autoridades locais para agilizar o apoio logístico e a manutenção das comunicações com a família, que vive um “pesadelo sem fim”.
O que pode acontecer daqui para frente
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Descida técnica: equipes especializadas podem usar cordas e ancoragens avançadas para alcançar Juliana.
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Içamento coordenado: possível içamento via helicóptero, se a visibilidade melhorar.
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Evacuação terrestre: trilha de socorro segura pode ser criada por equipes locais especializadas.
A imprensa seguirá acompanhando minuto a minuto de qualquer evolução. A esperança da família e dos socorristas é que Juliana seja resgatada com vida e receba atendimento médico imediato.