O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou nesta quinta-feira que a entidade estuda modificar o calendário das Copas do Mundo e de outras competições internacionais para evitar períodos de calor extremo em países-sede. A discussão ganhou força após relatórios climáticos apontarem que as temperaturas médias globais de 2025 estão entre as mais altas da história.
Segundo Infantino, o tema será debatido oficialmente na próxima reunião do Conselho da FIFA, marcada para novembro. A proposta inclui transferir torneios para meses mais amenos, como ocorreu na Copa do Mundo do Catar em 2022, disputada em dezembro devido às altas temperaturas no Oriente Médio.
“Não é apenas uma questão de conforto dos jogadores, mas de segurança e responsabilidade ambiental. O futebol global precisa se adaptar à nova realidade climática”, afirmou o dirigente em entrevista.
Além do Mundial, a mudança de calendário pode afetar competições continentais e torneios de clubes, como o novo Mundial de Clubes, que será disputado nos Estados Unidos em 2026. A FIFA também avalia ampliar exigências ambientais na escolha das futuras sedes, exigindo planos de mitigação de calor e energia sustentável.
Clubes europeus e federações nacionais demonstraram apoio à medida, mas alertaram para o impacto no calendário doméstico. Especialistas em fisiologia esportiva também defendem a mudança, destacando que partidas em ambientes de calor extremo elevam significativamente o risco de fadiga térmica, desidratação e colapsos físicos.
Com o avanço da crise climática e a pressão por práticas mais sustentáveis, a FIFA tenta mostrar que está disposta a alinhar o futebol às metas ambientais globais, um movimento que, segundo Infantino, “será inevitável nas próximas décadas”.