Depoimento de Nelson Wilians na CPMI do INSS: silêncio, habeas corpus e investigação em andamento

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O advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues esteve no centro das atenções ao depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Convocado como testemunha, Wilians se amparou em um habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, do STF, que lhe garantiu o direito de permanecer em silêncio e de não assumir o compromisso de dizer a verdade. Durante a sessão, negou qualquer envolvimento em fraudes, refutou ligações societárias com o empresário conhecido como “Careca do INSS” e declarou apenas manter, desde 2015, uma relação profissional e pessoal com o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais articuladores do esquema.

Nelson Wilians nega participação em fraudes e cala-se diante da ...

Apesar das negativas, o nome de Wilians ganhou peso na investigação após o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificar movimentações atípicas que ultrapassariam R$ 4,3 bilhões. Além disso, ele foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em seu escritório. As suspeitas recaem sobre a utilização de associações de aposentados e pensionistas para autorizar descontos indevidos em folha, prática que teria lesado milhares de beneficiários em todo o país.

O depoimento foi considerado “frustrante” por membros da comissão. O relator, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que, embora Wilians tenha comparecido como testemunha, “sai como provável investigado”, reforçando a ideia de que a CPMI deve avançar para uma investigação mais profunda sobre sua atuação e relações financeiras. Parlamentares também questionaram a origem de recursos utilizados pelo advogado em doações políticas, além de seu padrão de vida, que não corresponderia à justificativa apresentada para as movimentações bilionárias identificadas.

A CPMI aprovou ainda novas convocações, incluindo pessoas próximas às entidades e empresários envolvidos no caso, como Cecília Montalvão, esposa de Camisotti. A comissão avalia também a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático para robustecer as provas. Para os parlamentares, mesmo diante do silêncio de parte dos convocados, os elementos já levantados apontam para um esquema complexo, com indícios suficientes para sustentar a responsabilização dos envolvidos.

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